Prefácio & Introdução
O tom é estabelecido: não é manual, é presença. O prefácio convida a atravessar o salão cheio, o cheiro de química, os risos “inocentes” que ferem — até o basta. A introdução resume o eixo do livro: aprenderam a esconder a raiz, a textura e a própria história; a cura não viria de um creme, mas do retorno à origem.
Cap. 1 — Não é só cabelo
A autora narra a infância de vergonha e a adolescência de adequação. O salão vira uma “prisão confortável” até o corpo dizer chega. O primeiro cacho nasce como um rito de passagem: pequeno, rebelde e lindo. É o primeiro choro de alívio.
Cap. 2 — A gota d’água
Num dia comum de salão, a consciência vira: não é sobre beleza, é sobre agressão e anulação. A decisão é íntima, sem câmera nem anúncio. Começa aí a transição real — que já morava por dentro.
Cap. 3 — A fase feia
O capítulo mais honesto sobre o “durante”. Metade liso, metade cacheando: um cabo de guerra entre versões. Não é só visual, é emocional. A dor de não se reconhecer e, mesmo assim, seguir. A criança no ônibus que reconhece no cabelo da autora o próprio cabelo é a virada simbólica: você é espelho.
Cap. 4 — As vozes que machucam
Frases de “preocupação” que viram cicatriz: “vai sair assim?”, “assim ninguém te leva a sério”. O capítulo ensina a diferenciar cuidado de controle e, sobretudo, a editar a própria narrativa interna: tatuar verdades por cima dos velhos roteiros.
Cap. 5 — Decidir por mim
A decisão não é barulhenta; é sua. O espelho, um caderno e uma frase: “Hoje eu começo a voltar pra mim.” O poder do não aparece como ferramenta de cura: não alisar, não esconder, não moldar-se para caber.
Cap. 6 — Escrevendo minha nova história
Nasce a escrita como prática de libertação. A página em branco vira lugar de verdade: “não sou metade alisada e metade cacheada — sou inteira, mesmo em transição”. O capítulo propõe exercícios de identidade narrativa.
Cap. 7 — Cada cacho, uma vitória
Celebrar sem culpa. Cada frizz, cada curva é monumento de coragem. O progresso é hoje, não só no “depois”. A ideia de vitória microscópica sustenta a jornada.
Cap. 8 — Não preciso saber tudo agora
Um antídoto para a ansiedade de resultados: paciência como prática diária. Ainda dói, ainda dá vontade de desistir — e tudo bem. O foco é continuar voltando para si.
Cap. 9 — O caderno da transição
Ferramenta-princípio do livro. Metas gentis, frases de poder, emoções da semana e registro visual. Não é planner; é diário de raiz. Serve como espelho quando o mundo confunde.
Cap. 10 — Voltar pra mim
Chegada silenciosa e inteira. Respeito à ancestralidade e à própria história. O espelho já não é inimigo: é aliado. A liberdade cresce junto com a raiz.
Apêndice/Bônus & Resultado Final
Checklist de manutenção emocional, bibliografia afetiva e um fecho que compromete: a história continua fora do livro. A leitora é convidada a seguir como autora da própria narrativa.